
O cenário econômico recente trouxe números relevantes, começando pelo Brasil, onde o IPCA-15 superou ligeiramente as expectativas. O índice marcou 0,20% na primeira quinzena de novembro, frente à previsão de 0,18%, elevando o acumulado do ano para 4,5%. Embora fique próximo à previsão original de 4,49%, os dados permanecem dentro do teto da meta de inflação estabelecida pelo governo.
Nos Estados Unidos, os dados econômicos também chamaram atenção, especialmente os pedidos por seguro-desemprego, que vieram abaixo do esperado. Este resultado indica uma economia americana em situação relativamente favorável, porém complica as perspectivas para a política de juros no país.
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Desempenho das empresas e investimentos
Na esfera corporativa, a Engie destacou-se com a conclusão da operação de aproximadamente um terço do sistema de transmissão Asa Branca. Este empreendimento gera uma Receita Anual Permitida (RAP) estimada em R$ 300 milhões, sendo que a parte entregue agora representa um incremento de cerca de R$ 100 milhões ao faturamento anual da companhia. Apesar de esse montante representar um acréscimo modesto diante do porte da empresa, ele contribui para equilibrar os investimentos recentes realizados.
Perspectivas para o mercado econômico
Para o início do dia, o mercado brasileiro aguarda a divulgação do IGP-M, um índice importante para medir a inflação, que será divulgado antes da abertura do pregão. Além disso, a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) merece atenção, uma vez que pode trazer diretrizes ou posicionamentos novos, especialmente sobre a trajetória das taxas de juros.
O momento atual é delicado para as decisões de política monetária, pois o mercado observa se haverá redução dos juros ainda na próxima reunião ou no início de 2026. Por conta disso, espera-se que eventual volatilidade se concentre na abertura do pregão, tornando o restante do dia mais estável.
Detalhamento dos indicadores econômicos
IPCA-15: Considerado um indicativo antecipado da inflação oficial, o IPCA-15 apresentou aumento de 0,20% na primeira metade de novembro. Este resultado supera ligeiramente as expectativas e mantém a inflação do ano em um patamar de 4,5%, respeitando o limite máximo definido pelo Banco Central para a meta de inflação.
Pedidos por seguro-desemprego nos EUA: Os números reportados ficaram abaixo da previsão, o que, em geral, representa um mercado de trabalho mais aquecido e em recuperação. Esse fator é positivo para a economia americana, mas dificulta os movimentos de flexibilização nos juros pelos reguladores.
IGP-M: O Índice Geral de Preços – Mercado, divulgado nesta manhã, é um dos principais indicadores de inflação no Brasil, com impacto direto em contratos, aluguéis e tarifas públicas. Sua divulgação é aguardada com expectativa pelo mercado, pois pode indicar pressões inflacionárias adicionais.
Reunião do CMN: O Conselho Monetário Nacional, como órgão responsável por formular diretrizes da política econômica, pode apresentar decisões relevantes, sobretudo em relação à trajetória dos juros no país. O cenário atual é observado atentamente para entender a possibilidade de cortes ou manutenção das taxas.

