
O boletim Focus divulgado ontem trouxe uma atualização importante para as projeções econômicas, registrando um aumento na expectativa para o IPCA de 2026. A nova projeção para a inflação oficial subiu para 4,36%, aproximando-se do teto da meta estabelecida pelo Banco Central. Além disso, as estimativas para 2027 e 2028 também foram reajustadas para cima, indicando uma tendência de inflação mais elevada a médio prazo.
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Desempenho das empresas MRV e Moura D.B.
No setor empresarial, as prévias operacionais do primeiro trimestre de 2026 divulgadas por MRV e Moura D.B. revelam cenários distintos. A MRV apresentou uma queda no volume de lançamentos, impactada pelo ambiente de juros altos que tem reduzido a demanda. As vendas também sofreram uma diminuição mais acentuada que os lançamentos, resultando em um aumento dos estoques. Outro ponto negativo foi a redução da VSO (Velocidade de Venda de Estoques), que reflete a desaceleração na venda das unidades, um indicativo claro do impacto do cenário atual nos indicadores operacionais da empresa.
Um destaque dentro da MRV é a unidade Résia, considerada a mais fraca operacionalmente. Foi realizada a venda de ativos próxima a 90 milhões de dólares, o que ajudou a conter a queima de caixa do trimestre. A empresa investiu cerca de 19 milhões em projetos, além de despesas administrativas na ordem de 5 milhões e custos com juros em torno de 7 milhões. Sem a venda desses ativos, o prejuízo operacional teria sido significativamente maior, cerca de 30 milhões de dólares, ressaltando o desafio enfrentado pela unidade.
Já a Moura D.B. apresentou sinais mais positivos. A VSO, que vinha caindo, voltou a subir, acompanhada por um trimestre forte em lançamentos e vendas. Vale destacar o crescimento expressivo do segmento de condomínios, que apresenta um ciclo de caixa mais eficiente e maior giro, contribuindo positivamente para a tese da empresa. A redução nos distratos também foi um fator importante, reforçando a melhora na qualidade das vendas.
Atualizações sobre a produção da Prio
A Prio anunciou a estabilização do terceiro poço produtor no campo de Wahoo, produzindo cerca de 10 mil barris diários, conforme esperado. Com os dois primeiros poços produzindo 12 mil barris cada, a produção total atualmente atinge 32 mil barris por dia. A previsão é que o quarto poço entre em operação até o fim de abril, adicionando entre 8 a 9 mil barris diários, o que elevará a produção total para aproximadamente 40 mil barris por dia, valor que corresponde à capacidade máxima do campo.
Calendário econômico do dia
O calendário econômico para hoje indica um dia com pouca movimentação, sem divulgação de dados relevantes que possam impactar diretamente o mercado. Isso sugere uma menor volatilidade, com as variações da bolsa mais influenciadas por acontecimentos externos, como as atualizações sobre o conflito internacional, do que por indicadores econômicos divulgados no Brasil.
Detalhamento dos indicadores econômicos
O destaque claro da análise foi a revisão do IPCA para cima nas projeções do Boletim Focus, com a inflação esperada para 2026 atingindo 4,36%, próximo ao limite máximo da meta do Banco Central. Esta revisão sinaliza que o mercado ajusta suas expectativas frente a pressões inflacionárias persistentes. Da mesma forma, os ajustes para 2027 e 2028 reforçam a perspectiva de inflação elevada ao longo do médio prazo.
O impacto dos juros elevados é evidenciado nas operações da MRV, com queda exigindo atenção ao aumento dos estoques e à desaceleração da velocidade de vendas (VSO). Já a Moura D.B. apresenta melhorias no desempenho operacional, com uma reversão na VSO e expansão saudável do segmento de condomínios, que tende a gerar fluxo de caixa positivo pela rapidez na rotação das vendas.
Quanto à Prio, a continuidade da produção alinhada às expectativas do mercado favorece a estabilidade das ações da empresa no curto prazo, ao garantir o fluxo produtivo projetado para o campo de Wahoo.

