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O conflito no Irã terá 3 declarações diferentes de vitória em 3 tempos diferentes

Israel emerge como o principal beneficiário estratégico ao declarar vitória pela neutralização do alto comando iraniano. Ao eliminar lideranças-chave e desmantelar a estrutura de comando, o risco de uma escalada nuclear na região é afastado no médio prazo. Este movimento gera um benefício colateral para as nações árabes vizinhas, que veem a redução da tensão […]

Israel emerge como o principal beneficiário estratégico ao declarar vitória pela neutralização do alto comando iraniano. Ao eliminar lideranças-chave e desmantelar a estrutura de comando, o risco de uma escalada nuclear na região é afastado no médio prazo.

Este movimento gera um benefício colateral para as nações árabes vizinhas, que veem a redução da tensão hegemônica xiita como um fator de estabilidade regional.

A administração Trump deverá declarar uma vitória de curto prazo, retirando o foco das operações assim que o objetivo imediato de “fazer sua parte” for atingido. Geopoliticamente, isso serve como uma cortina de fumaça eficaz para dissipar a pressão sobre escândalos domésticos (como o caso Epstein) e ganhar tempo frente à derrota judicial no caso SCOTUS-IEEPA, que impõe limites ao poder executivo.

O reflexo imediato no preço de Oil & Gas será sentido diretamente nas bombas de combustível globais. Embora seja um choque de oferta temporal e não estrutural, a inércia inflacionária capturada em 4 a 7 meses coincidirá com o clima das eleições de mid-term.

Para o Irã, a vitória será a mais longa e sofrida. O país carrega o peso da herança Persa contra a imposição do sistema religioso atual. A campanha “Fúria Épica” demonstrou a eficácia da inteligência integrada (Mossad-CIA) em decapitar o regime, mas o uso de forças curdas e a necessidade de plataformas de baixo custo (drones) indicam uma transição para um conflito de baixa intensidade e longa duração.

O risco de “sirianização” do Irã até o final do ano é real, o que aniquilaria a produção de petróleo local, afetando severamente a China e interrompendo o trânsito naval no Estreito de Ormuz.

Mas nem tudo é o rugido do Leão, o vôo da Águia ou a mordida da Serpente, dada um em sua narrativa. Quando se inicia um conflito, o objetivo é, da forma mais rápida possível, derrotar o oponente com o menor custo de vidas e, se possível, de recursos.

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O que a campanha Fúria Épica mostrou até o momento foi, mais uma vez, um excepcional exercício de inteligência integrada Mossad-CIA em ações coordenadas para eliminar as peças-chave desse regime atual.

O uso de força bruta em armamentos americanos teve importância nos primeiros dias, mas o custo da operação (+11 mil americanos na região, equipamento e armamentos), sem uma aprovação da parte do Congresso, tem ação limitada.

A possibilidade de uso de equipamentos agora de plataforma mais barata (drone e bomba) é um exemplo natural do encarecimento da operação, da diminuição, em um tempo muito rápido, de parte do arsenal estratégico do país e da necessidade (pelo menos agora) de maior coordenação de um conflito, que não levou multidões até o momento para reivindicar valores democráticos ocidentais nas ruas do país.

Outro risco é o uso de forças curdas na região, o que, na minha análise, é o sinal claro de que baixamos de plataforma no conflito, para algo mais de longo prazo.

Se a guerra dura 1 semana, 1 mês ou 3 meses, ninguém sabe, mas entendendo que envolver forças curdas armadas e treinadas por CIA ou Mossad para desestabilizar o sistema indica o risco de transformar o país em uma nova Síria antes do final do ano. Aniquilando a produção de petróleo do país, o que afetaria de sobremaneira a China.

Levaria a conflitos da Guarda Iraniana contra dois potenciais alvos: a população que, mesmo armada, não possui treinamento; e as forças curdas que, mesmo treinadas e armadas por CIA-Mossad, não possuem contingente.

E isso pode não apenas retirar a presença de produção do país no mercado de Oil & Gas, como pode interromper por diferentes momentos o trânsito naval dos Bunker Tanker no estreito.

Deixando o Geopolítico e pensando no Geoeconômico, cenário global em março passou a indicar um gradual movimento de “rotation” para o USD, que opera em um regime de porto seguro (safe haven) agressivo diante da escalada militar no Irã.

O índice DXY tem se mantido firme acima dos 99 pontos, impulsionado não apenas pelo receio geopolítico imediato, mas também pela percepção de que o Federal Reserve manterá uma postura rígida para conter o choque inflacionário vindo da energia, como já prevíamos no nosso modelo.

Com o barril do Brent superando os US$ 85 devido às ameaças de bloqueio no Estreito de Ormuz, a pressão sobre os preços globais reduz drasticamente as expectativas de cortes de juros nos Estados Unidos no curto prazo, o que atrai liquidez para os títulos do Tesouro americano e fortalece o USD frente a praticamente todas as moedas de mercados emergentes.

Acho que teremos dois movimentos diferentes: esse inicial de ajuste de preço no Oil & Gas (até próximo de $95) e depois uma lateralização.

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É aí que os impactos da inflação podem se transformar inicialmente temporária; quando o preço lateraliza, as versões de vitória são difusas e a inflação vai se ajustando para uma situação estrutural, sendo capturada dos 4 aos 7 meses seguintes.

A dinâmica impacta o Brasil através da desancoragem das expectativas e da assimetria do cenário internacional, e, ainda que tenhamos uma redução de juros na próxima reunião, esta será de 0,25%.

Inclusive para as demais 6 reuniões, continuamos acreditando em 6 cortes de 0,25% (mesma magnitude), mantendo o entendimento que alguns consideravam pessimista, mas que se mostra pouco a pouco apenas realista.

No atual cenário geopolítico, a leitura dos quadros muda muito rápido, mas por sorte a nossa análise não mudou e podem haver cortes de juros sim, e ao final do ano ainda temos em mente os 13%, mas o que certamente mudou é que a leitura deixa de ser pessimista para até ser considerada um tanto arrojada.

Na Política Monetária, a leitura de mercado mudou drasticamente. Embora o consenso fosse de cortes mais profundos, nossa análise de que a Selic possa encerrar o ano em 13%, antes considerada pessimista, hoje parece o cenário base mais provável diante da pressão inflacionária.

No Câmbio, a fuga para a qualidade desmonta posições de carry trade, empurrando o câmbio para a banda de R$ 5,35 – R$ 5,50. Esse fluxo de saída é alimentado pelo aumento do prêmio de risco e pela atratividade dos rendimentos nos EUA sob a nova liderança de K. Warsh no Fed, o que torna ativos de risco, como as ações brasileiras, menos competitivos no curto prazo.

Na Bolsa, o Ibovespa sofre o “efeito pinça”. De um lado, o aumento do custo de capital (Selic alta) esmaga o varejo e tecnologia; de outro, a volatilidade das commodities e o risco de intervenção na Petrobras afastam o investidor estrangeiro.

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De outro, a instabilidade geopolítica gera uma volatilidade extrema nas commodities; embora a Petrobras possa se beneficiar do preço nominal do petróleo, o risco de intervenções políticas para mitigar o repasse dos preços dos combustíveis gera cautela nos investidores.

Assim, a bolsa brasileira sofre não apenas pela saída física de dólares, mas pela reprecificação negativa dos ativos internos diante de um custo de capital significativamente mais elevado.

Mais do que prever como a bolsa se comporta na 2ª feira ou na 3ª feira ou das declarações (muitas vezes vazias, prepotentes ou contraditórias) da Administração Trump, o que realmente importa é orientarmos o cliente a desenvolver políticas de investimento de longo prazo, conhecer seus limites de risco, respeitá-los e desenvolver em momentos como esse uma estratégia de investimento que lhe permita crescer patrimonialmente, sem se preocupar com as manchetes e de forma diversificada a ponto de permitir navegar e ganhar mesmo em momentos turbulentos, surfando em ondas perfeitas, desenhadas por assessores em conformidade com perfil de risco, metas e objetivos customizados aos clientes.

Afinal, nem tudo é pânico, nem tudo é crise, mas muito é política de investimento e serenidade.

Roberto Simioni.
Economista Chefe.
Blue3 Investimentos.
Troon Capital

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