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35 anos no olho do furacão: o que o câmbio brasileiro ensina sobre sobreviver no impossível

Por Sérgio Brotto, CEO da Dascam Corretora de Câmbio Da hiperinflação à era das fintechs, a trajetória de uma corretora independente que atravessou diferentes crises cambiais do Brasil revela lições que dificilmente aparecem em manuais de gestão. Em um país onde a média de vida das empresas gira em torno de cinco anos, manter uma […]

Por Sérgio Brotto, CEO da Dascam Corretora de Câmbio

Da hiperinflação à era das fintechs, a trajetória de uma corretora independente que atravessou diferentes crises cambiais do Brasil revela lições que dificilmente aparecem em manuais de gestão.

Em um país onde a média de vida das empresas gira em torno de cinco anos, manter uma corretora de câmbio independente operando de forma ininterrupta por mais de três décadas não é apenas um feito empresarial; é também um retrato de adaptação contínua a um ambiente econômico historicamente instável.

A Dascam Corretora de Câmbio, fundada em 1991, em um momento de forte turbulência econômica no país, conseguiu atravessar sucessivos ciclos do mercado financeiro brasileiro enquanto buscava combinar volume relevante de transações com a agilidade tecnológica associada às fintechs.

Por trás dessa história está um profissional com 54 anos dedicados exclusivamente ao mercado de câmbio, uma trajetória que começou como office boy em uma corretora ligada a um grande grupo financeiro e que, ao longo das décadas, acompanhou de perto transformações regulatórias, crises econômicas e a evolução tecnológica do setor.

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A escola da rua: quando o câmbio era instinto

Os primeiros nove anos de carreira, vividos dentro de uma corretora vinculada a um grupo financeiro robusto, foram o equivalente a um doutorado prático em mercado de câmbio.

Era um Brasil radicalmente diferente: taxas de câmbio controladas, mercado paralelo pulsante e uma volatilidade que exigia dos profissionais não apenas conhecimento técnico, mas também uma forte capacidade de leitura do comportamento dos fluxos de capital.

A transição para uma segunda corretora, também ligada a um grupo financeiro, onde em quatro anos alcançou a posição de gerente-geral, revelou algo fundamental: a capacidade de gestão no câmbio não se aprende apenas em livros.

Ela se desenvolve no dia a dia de operações em que cada decisão envolve valores significativos e onde erros podem ter consequências relevantes.

A passagem seguinte, por uma corretora independente durante sete anos, onde chegou ao cargo de diretor, completou a formação de um profissional que conhecia tanto a dinâmica da mesa de operações quanto os desafios da gestão estratégica.

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1991: nascer em plena tempestade

Fundar uma empresa no Brasil em 1991 já seria, por si só, um ato de coragem. Fundar uma corretora de câmbio independente naquele contexto era ainda mais desafiador.

O país ainda sentia os efeitos do confisco da poupança promovido pelo Plano Collor, a inflação corroía qualquer planejamento de médio prazo e o mercado financeiro operava em um ambiente de grande incerteza institucional.

A Dascam nasceu nesse cenário, fundada por três sócios que enxergaram na volatilidade cambial uma oportunidade de atuação especializada. A lógica era simples: em momentos de instabilidade, empresas exportadoras e importadoras tendem a demandar ainda mais orientação técnica e eficiência operacional em suas transações.

Enquanto grandes instituições financeiras ajustavam suas estratégias, corretoras menores e mais ágeis encontravam espaço para atuar com foco e proximidade junto aos clientes.

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As sete vidas do real e a arte de se reinventar

De 1991 até hoje, a Dascam atravessou diferentes fases do mercado de câmbio brasileiro: a era pré-Real, com suas desvalorizações diárias e forte indexação; a implantação do Plano Real em 1994 e a política de âncora cambial; a crise asiática de 1997; a crise russa de 1998; a maxidesvalorização de janeiro de 1999, quando o regime de câmbio flutuante foi adotado; a crise argentina de 2001; a turbulência eleitoral de 2002; o ciclo de crescimento impulsionado pelas commodities; a crise financeira global de 2008; os períodos de maior intervenção do Banco Central; e, mais recentemente, os impactos da pandemia e as oscilações associadas a tensões geopolíticas globais.

Cada uma dessas fases exigiu adaptações diferentes, não apenas operacionais, mas também estratégicas, culturais e tecnológicas. Essa capacidade de adaptação contínua ajuda a explicar por que algumas empresas conseguem atravessar ciclos econômicos longos enquanto outras acabam desaparecendo ao longo do caminho.

Regulação: o jogo que muda enquanto você joga

Poucos segmentos do sistema financeiro brasileiro foram tão transformados pela regulação quanto o mercado de câmbio. Das circulares do Banco Central que redefiniam procedimentos operacionais com frequência, passando pela consolidação normativa ao longo dos anos, até a aprovação do novo marco cambial (Lei 14.286/2021), o ambiente regulatório passou por diversas mudanças estruturais.

Para corretoras independentes, acompanhar essas transformações sempre representou um desafio adicional quando comparado às grandes instituições financeiras, que dispõem de estruturas jurídicas mais robustas.

Nesse contexto, desenvolver familiaridade profunda com a regulação e capacidade de adaptação rápida tornou-se parte central da estratégia de sobrevivência e competitividade.

As mudanças recentes no marco regulatório, com simplificação de procedimentos e maior abertura do mercado, reforçam a importância de modelos operacionais mais ágeis e próximos das necessidades dos clientes.

Tecnologia: de Telex ao Pix — e além

Talvez a transformação mais visível dos últimos 35 anos tenha ocorrido na tecnologia. Quem começou no mercado de câmbio utilizando telex e confirmações por fax viu o setor migrar para plataformas digitais, integração via APIs e processamento praticamente em tempo real.

Ao longo desse processo, tornou-se evidente que a tecnologia não substituiria necessariamente o papel das corretoras tradicionais, mas poderia ampliar sua capacidade de competir em um mercado cada vez mais digital.

Hoje, a Dascam busca combinar sua experiência acumulada no mercado com investimentos em infraestrutura digital, automação de processos e desenvolvimento de soluções tecnológicas próprias.

A combinação entre conhecimento especializado e ferramentas digitais tende a ganhar relevância em um mercado em que bancos tradicionais convivem com novas fintechs especializadas em serviços financeiros.

Cinco lições de 35 anos no câmbio

  • Primeira: risco não se elimina, se administra. No câmbio, a única certeza é a incerteza. Profissionais e empresas que permanecem no mercado por longos períodos costumam desenvolver uma relação mais madura com o risco, nem o ignoram, nem se deixam paralisar por ele.
  • Segunda: compliance não é custo, é investimento. Em um setor altamente regulado, estar em conformidade com as normas é mais do que uma obrigação legal; é parte essencial da sustentabilidade do negócio.
  • Terceira: tamanho não é necessariamente sinônimo de competência. Estruturas mais enxutas e especializadas muitas vezes conseguem oferecer maior proximidade com o cliente e agilidade operacional, características valorizadas em operações de câmbio.
  • Quarta: inovar é condição de sobrevivência. Empresas que não acompanham ciclos tecnológicos e regulatórios tendem a perder relevância ao longo do tempo.
  • Quinta: pessoas continuam fazendo a diferença. Mesmo em um ambiente cada vez mais digital, a experiência acumulada por profissionais que atravessaram diferentes ciclos do mercado segue sendo um ativo importante.

O futuro pertence a quem aprendeu com o passado

O mercado de câmbio brasileiro continua em transformação. O novo marco legal, a digitalização acelerada, a entrada de novos participantes e a crescente sofisticação dos clientes estão redesenhando o setor.

Nesse cenário, a Dascam chega aos seus 35 anos como uma empresa que acompanhou diferentes ciclos do mercado cambial brasileiro e buscou transformar experiência acumulada em capacidade de adaptação.

A trajetória de mais de cinco décadas dedicadas ao câmbio por seu fundador e CEO se confunde, em muitos momentos, com a própria história recente desse mercado no Brasil, marcada por crises, mudanças regulatórias e sucessivas reinvenções.

Se há uma conclusão possível a partir dessa experiência, é que atravessar décadas em um ambiente econômico tão volátil quanto o brasileiro exige muito mais do que sorte: exige disciplina, capacidade de adaptação e disposição constante para aprender com cada novo ciclo.

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