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Stablecoins, UX e o fim do banco como conhecemos: a visão do CEO da Tangem no Merge 2026

Durante o evento Merge, nesta terça-feira (17), Marcos Nunes, CEO da Tangem, apresentou uma visão provocativa sobre o futuro do sistema financeiro. Em conversa, ele defendeu que o verdadeiro potencial das stablecoins ainda é amplamente mal compreendido e que a próxima grande revolução não está apenas na tecnologia, mas na experiência do usuário. Logo de […]

Durante o evento Merge, nesta terça-feira (17), Marcos Nunes, CEO da Tangem, apresentou uma visão provocativa sobre o futuro do sistema financeiro.

Em conversa, ele defendeu que o verdadeiro potencial das stablecoins ainda é amplamente mal compreendido e que a próxima grande revolução não está apenas na tecnologia, mas na experiência do usuário.

Logo de início, Nunes criticou a forma como o mercado encara as stablecoins. Segundo ele, há um erro conceitual relevante, que é tratá-las como ativos de investimento. Para o executivo, stablecoins são, na verdade, uma infraestrutura financeira.

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“Hoje as pessoas ainda tratam stablecoin como um underlying asset. Mas é uma estrutura financeira”, afirmou. Ele comparou o modelo tradicional bancário, baseado em múltiplas etapas de reconciliação e liquidação, especialmente em operações internacionais, com a eficiência das stablecoins, que permitem a movimentação de valor em segundos.

Na prática, essa mudança elimina fricções históricas do sistema financeiro, como prazos longos de liquidação e dependência de intermediários. Para Nunes, esse avanço não é apenas incremental, mas estrutural.

Outro ponto central da conversa foi o impacto das stablecoins na forma como dados financeiros são tratados. Ele argumenta que, no modelo atual, os bancos detêm e controlam as informações dos usuários, enquanto no universo das stablecoins, ainda mais quando combinado com tecnologias descentralizadas, esse controle passa a ser do indivíduo.

“Hoje, a informação pertence ao banco. Com stablecoin, o dado pertence ao usuário”, explicou. Isso, segundo ele, não apenas melhora a eficiência, como também reduz riscos regulatórios, como os relacionados à proteção de dados.

Nesse contexto, Nunes faz uma releitura crítica do open banking. Para ele, o modelo atual falha em sua proposta original. “O open banking nunca foi open de verdade”, disse, apontando barreiras práticas e contratuais que dificultam o compartilhamento real de dados entre instituições.

Já em um ambiente baseado em blockchain, o usuário poderia decidir, de forma direta, com quem compartilhar suas informações. Desse modo, criando um sistema mais transparente e eficiente.

Ao falar de adoção, Nunes trouxe um paralelo interessante com o PIX, destacando o sistema brasileiro como uma prova de que pagamentos instantâneos são não apenas viáveis, mas desejados. “O PIX é a maior prova de que stablecoin vai funcionar”, afirmou.

Mas, apesar do avanço tecnológico, ele reconhece que a barreira de entrada ainda é alta para o usuário comum. Termos como seed phrase e autocustódia continuam sendo obstáculos relevantes. É aí que entra a proposta da Tangem.

A empresa aposta em uma abordagem diferente: simplificar radicalmente a experiência. Em vez de exigir que o usuário entenda conceitos técnicos complexos, a ideia é abstrair essa complexidade por meio de produtos intuitivos — como carteiras físicas em formato de cartão ou até mesmo anéis.

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“O usuário é o Homer Simpson. Ele não quer saber de 24 palavras”, disse Nunes, em referência ao usuário médio. Para ele, a adoção em massa só acontecerá quando o nível de confiança for comparável ao que as pessoas já têm em grandes marcas e bancos tradicionais.

Essa confiança, segundo ele, pode vir de três fatores. São eles, histórico de funcionamento, evidências técnicas e força de marca.

A estratégia da Tangem, portanto, não é competir diretamente com outras hardware wallets em termos técnicos, mas reposicionar o papel desses dispositivos. Nunes foi direto ao dizer que não vê carteiras físicas como diferencial competitivo, mas como um requisito básico.

“Hardware wallet não é um diferencial. É como o freio de um carro. É o mínimo esperado”, afirmou.

O verdadeiro valor, na visão dele, está no que vem depois: o acesso ao chamado “composable finance”.

Trata-se de um ecossistema onde diferentes serviços financeiros podem ser combinados de forma dinâmica, oferecendo ao usuário melhores condições. Seja para investir, tomar crédito ou simplesmente gerenciar seu dinheiro.

Nesse cenário, a inteligência artificial desempenha um papel importante, ajudando a conectar usuários a oportunidades mais eficientes globalmente. “Posso ter uma oferta melhor vinda da África do Sul. Se ela chegar até mim, eu vou usar”, exemplificou.

Essa abertura tende a aumentar a concorrência e, consequentemente, reduzir custos. Nunes ilustrou esse ponto com o mercado de crédito: em vez de depender de poucos grandes bancos, o usuário poderia acessar liquidez de milhares de provedores, potencialmente reduzindo juros de forma significativa.

Por fim, ao abordar os desafios de UX no setor, o CEO foi enfático. Para ele, o problema não é técnico, mas cultural. Segundo ele, existe um desalinhamento entre dois mundos, o das empresas cripto, que falam para usuários avançados, e o dos bancos, que focam em um público tradicional.

“O que falta são empresas que naveguem os dois mundos”, disse.

A solução, portanto, passa por mudar a linguagem. Em vez de falar de blockchain, stablecoins ou segurança, o foco deve ser no benefício final.

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Portanto, em enviar dinheiro para fora com facilidade, gastar em outra moeda sem fricção, obter rendimento automático sobre o saldo parado.

Essa, segundo Nunes, é a agenda da Tangem para os próximos anos: transformar a complexidade do universo cripto em algo invisível para o usuário final e, com isso, abrir caminho para uma nova fase do sistema financeiro.

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