A decisão do Copom nesta quarta-feira manteve os juros em 15%, com expectativa cautelosa do mercado por mudanças futuras no comunicado, enquanto o FED sinaliza redução de 0,25 ponto percentual nos EUA.
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Mercados brasileiros e cenário político
Na véspera, o Ibovespa fechou em leve queda de 0,1%, impactado pela volatilidade gerada pelas incertezas políticas. Declarações de Flávio Bolsonaro sobre sua candidatura provocaram oscilações, assim como a aprovação do projeto de lei da dosimetria, que reduz penas para indiciados nos eventos de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Pesquisas eleitorais mostram um cenário acirrado entre Lula, Flávio Bolsonaro e outros candidatos, ampliando a instabilidade.
Em renda fixa, a curva de juros futuras subiu especialmente nos prazos mais longos, refletindo as incertezas institucionais e eleitorais. O juro futuro para janeiro de 2031 teve alta significativa para 13,47%, influenciando a precificação do Copom.
Performance das ações e fundos imobiliários
Na bolsa, ações que dependem da atividade econômica e da curva de juros apresentaram queda, como Sirela que recuou 2,6%. Por outro lado, Embraer se destacou com aumento de 3%, após anúncio de dividendos expressivos. O IFIX, índice dos fundos imobiliários, encerrou o dia com queda leve de 0,06%, acompanhando o sentimento de cautela no mercado.
Visão internacional e expectativas do FED
Nos Estados Unidos, a divulgação do relatório de empregos surpreendeu com mais vagas abertas do que o esperado, demonstrando um mercado de trabalho robusto, mas que também dá sinais mistos para a inflação. Isso mantém a inflação como preocupação central e fundamento para a decisão do FED sobre política monetária.
Prevê-se uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa americana, mas a divergência entre os membros do FOMC e o posicionamento na coletiva de imprensa serão observados para sinalizar os próximos passos da política monetária americana.
Perspectivas para investimentos e estratégias
Especialistas indicam que o Brasil se beneficia hoje de fluxo global, com rotação de investidores migrando dos EUA para mercados emergentes. O investidor local tende a maior exposição a ativos mais voláteis e domésticos, enquanto estrangeiros preferem papéis de maior qualidade e liquidez, como Vale, WEG, Embraer e Gerdau.
Para 2026, o cenário eleitoral e a expectativa de corte gradual dos juros guiam a estratégia, com preferência por exposição seletiva em ações domésticas e proteção via ativos vinculados ao dólar, como Suzano e Klabin, dada a volatilidade prevista.
Carteiras globais recomendadas
As carteiras globais da XP, como a de ETFs e Alfa Global, seguem recomendações alinhadas com a visão estratégica do mercado, destacando alocações em renda fixa intermediária visando mitigar riscos na curva e exposição em renda variável diversificada, com ênfase no setor financeiro e avanços em inteligência artificial. A diversificação inclui ativos alternativos como ouro para proteção.
Ambas as carteiras apresentam performance positiva desde abril, com retorno superior ao índice global de referência, demonstrando gestão equilibrada entre retorno e volatilidade.
Expectativa para política monetária no Brasil
O Copom, após a manutenção dos juros em 15%, deve manter postura cautelosa no comunicado, sem indicar cortes imediatos, mas sinalizando a possibilidade de início do ciclo de redução em março de 2026. A atenção do mercado está na alteração do termo que define a duração da taxa elevada, aspecto que influenciará as expectativas de política monetária e movimentações futuras.
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial





