Abra sua conta

Invista com a melhor escolha para os seus investimentos.
Obrigado!
Entraremos em contato em breve.
Fechar
Ops, algo deu errado. Tente novamente.
Conteúdo Blue3

Conteúdo

Últimas notícias

‘Quem busca o selo já chega ao regulador com respeito prévio’, diz especialista sobre nova certificação de compliance

O Hotel Intercontinental São Paulo sediou nesta terça-feira (3), o lançamento institucional do Selo de Conformidade em PLD/FTP, iniciativa que busca elevar o padrão de prevenção à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo e à proliferação de armas de destruição em massa no sistema financeiro e, cada vez mais, no setor de ativos virtuais. […]

O Hotel Intercontinental São Paulo sediou nesta terça-feira (3), o lançamento institucional do Selo de Conformidade em PLD/FTP, iniciativa que busca elevar o padrão de prevenção à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo e à proliferação de armas de destruição em massa no sistema financeiro e, cada vez mais, no setor de ativos virtuais.

Criado em 2020 pela Associação Brasileira de Câmbio, o selo ganha agora uma dimensão ampliada, com o apoio de outras entidades relevantes da indústria, e será apresentado a representantes do Banco Central do Brasil, dirigentes associativos e executivos do mercado.

Receba Informações do Mercado Financeiro em Tempo Real. Entre para nossa Comunidade no Whatsapp!!!

A iniciativa surge em um momento de consolidação regulatória. Desde a publicação da Lei 14.478, que estabeleceu diretrizes para a prestação de serviços de ativos virtuais no Brasil, e com o avanço de normas infralegais do Banco Central, empresas do setor cripto passaram a operar sob expectativas mais rigorosas de governança, controles internos e prevenção à lavagem de dinheiro.

Nesse contexto, o selo funciona como uma auditoria externa que atesta a aderência da instituição às melhores práticas do mercado, alinhadas às normas já consolidadas para o sistema financeiro tradicional.

Em entrevista durante o evento, Evandro Caciano, professor da ABRACAM, explicou que o selo foi estruturado de forma muito próxima à visão de supervisão do Banco Central.

Segundo ele, trata-se de uma auditoria independente, que é conduzida por empresas de grande porte, as chamadas big four, que verifica, de maneira detalhada, os processos internos de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

O referencial técnico inclui, entre outras normas, a Circular 3.978 e a Carta Circular 4.001, que disciplinam procedimentos de PLD/FTP no âmbito das instituições reguladas.

“Quando a empresa se submete ao selo, todos os seus processos são examinados. Isso significa que, quando o regulador chega para fiscalizar, ela já passou por uma verificação externa robusta, alinhada às melhores práticas do mercado”, afirma Caciano.

Na prática, o selo não substitui a supervisão do Banco Central, mas funciona como um mecanismo de antecipação de conformidade, reduzindo riscos e sinalizando maturidade institucional.

O impacto, segundo ele, não é apenas regulatório, mas também comercial. Para clientes institucionais, a chancela de uma auditoria independente reconhecida no mercado pode representar um diferencial competitivo relevante.

“Há um peso de marketing, sim, mas não só isso. Para um cliente institucional, saber que a empresa foi auditada em primeira linha, com foco em prevenção à lavagem de dinheiro, traz confiança. E o próprio regulador, ao reconhecer o selo, tende a enxergar a instituição com maior credibilidade”, destaca.

A história do selo ajuda a explicar sua evolução. Originalmente concebido para o mercado de câmbio, ele nasceu em um setor que, historicamente, foi considerado uma das principais portas de entrada para ilícitos financeiros e evasão de divisas.

Com o tempo, a iniciativa foi ampliada para bancos correspondentes cambiais e instituições de pagamento. Agora, com o crescimento das stablecoins e a integração entre criptoativos e operações internacionais, o movimento de aproximação com o setor de ativos virtuais se intensifica.

A Resolução BCB 521, ao integrar as stablecoins às regras de câmbio, acelerou essa convergência. Grande parte das empresas de cripto opera com tese cross-border, seja por meio de transferências internacionais, liquidação em moedas estrangeiras ou uso de stablecoins atreladas ao dólar.

Nesse ambiente híbrido, a adoção de práticas robustas de compliance deixa de ser opcional e passa a ser estratégica.

Acesse análises valiosas em tempo real na palma da mão! Não perca nenhuma oportunidade! Baixe GRATUITAMENTE o App da Blue Research agora e esteja sempre um passo à frente no mercado financeiro. 📲

“Se o mercado cripto aprender com o que o setor de câmbio viveu no passado, ele pode evitar os mesmos erros. O câmbio já foi visto como o patinho feio do sistema financeiro, associado a fraudes e lavagem de dinheiro.

Hoje, está muito mais estruturado. O setor cripto tem a oportunidade de amadurecer antes mesmo da regulação estar completamente consolidada”, observa Caciano.

Embora ainda não haja uma lista pública extensa de empresas cripto certificadas, o professor afirma que ao menos uma dezena de instituições com atuação cross-border já se associaram à ABRACAM e acompanham de perto a evolução do selo.

A expectativa é que essas companhias estejam entre as primeiras a buscar formalmente a certificação, sobretudo aquelas que pretendem solicitar autorização ao Banco Central como prestadoras de serviços de ativos virtuais.

Outro ponto relevante é a ênfase na qualificação das pessoas físicas. Um dos requisitos históricos para obtenção do selo envolve o percentual mínimo de colaboradores certificados em conteúdos técnicos e regulatórios, incluindo prevenção à lavagem de dinheiro.

Isso cria um incentivo para que profissionais busquem capacitação específica e comprovem conhecimento sobre controles internos, identificação de clientes, monitoramento de operações e comunicação de atividades suspeitas.

Na avaliação de Caciano, essa dimensão individual tende a ganhar ainda mais força. “É provável que surja uma certificação própria para pessoas físicas. Isso é positivo para o profissional, que passa a ter um diferencial de carreira, e para o mercado, que se torna mais sério e estruturado”, afirma.

A lógica é semelhante à de outras certificações reconhecidas no sistema financeiro, que elevam o padrão técnico da indústria como um todo.

O lançamento institucional do selo, com a participação de entidades como ABBC, ABFINTECHS, ABRANET, ACREFI e ZETTA, sinaliza uma tentativa de construção coletiva de padrões mínimos de governança.

Em vez de esperar apenas pela imposição regulatória, as associações buscam criar um ambiente de autorregulação supervisionada, no qual o mercado se antecipa às exigências formais.

Para o setor de criptoativos, que ainda enfrenta desconfiança de parte do público e de agentes institucionais, iniciativas desse tipo podem funcionar como pontes. Ao adotar mecanismos semelhantes aos já consolidados no sistema financeiro tradicional, as empresas reduzem assimetrias de informação e demonstram compromisso com a integridade.

Tome as MELHORES DECISÕES financeiras com o suporte de quem realmente entende do assunto. Fale com nossos Especialistas!

Em um cenário em que a regulação brasileira avança e o Banco Central assume papel central na supervisão das prestadoras de serviços de ativos virtuais, a conformidade deixa de ser apenas um custo e passa a integrar a estratégia de crescimento.

O Selo de Conformidade em PLD/FTP, ao combinar auditoria externa, qualificação profissional e alinhamento às normas do regulador, tem como objetivo surgir como um dos instrumentos dessa transição.

Últimas notícias

Para quem quer acompanhar, em tempo real, as principais atualizações do mercado financeiro, direto do portal Its Money.

Ver tudo

Assine nossa newsletter

Receba por e-mail os melhores conteúdos sobre investimentos.

Ops! Algo deu errado. Tente novamente.